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 Salão

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AutorMensagem
Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Salão   Qua 5 Ago - 8:41

Os dias na taberna eram tranquilos, durante o dia algumas poucas pessoas passavam por ali à procura de lugar para dormir ou algo para comer, porém na taberna não havia quartos disponíveis no segundo andar, apenas o quarto da dona. Não havia quartos porque poucos eram os viajantes, a maioria da clientela era o próprio povoado que aos poucos pegavam gosto pela diversão à muito esquecida.

Cassandra a dona da taberna era uma mulher sozinha, seu marido e filhos tinham ido servir na guerra de Vasta, e como muitos outros não retornaram. Ela então fugiu da cidade de Vasta com um grupo de pessoas que moravam perto, amigos de uma vida inteira, tentando recompor a dignidade perdida. Acharam no pé da montanha ao Norte, um lugar para chamar de lar.

Aos poucos foram reerguendo sua vida, e Cassandra decidiu seguir com o negócio do marido, abrindo assim a segunda Taberna Escudo de Carvalho. O lugar a principio era simples, um grande salão de madeira com poucas mesas e uma fraca iluminação, porém o cheiro de assados e temperos que Cassandra fazia cativou a todos do povoado.

Hoje, 10 anos depois de o Refúgio ser fundado a Taberna estava maior, mais mesas e mais pessoas frequentavam o lugar, mas os dias ainda eram calmos e monótonos, poucos viajantes se embrenhavam na proteção da floresta e achavam o lugar, a música suave que um Bardo bêbado tocava em troca de alguns copos era constante e quase todos os dias podia-se encontrar o velho homem sentado ao fundo da taberna com seu alaúde nas mãos. E assim Cassandra seguia a vida, cozinhava durante o dia todo e a noite servia as bebidas para os clientes rotineiros, vez ou outra tinha que barganhar com os jovens da Vila para caçarem para ela. Mas no geral, a vida era tranquila, bem diferente da vida que Cassandra deixara para trás no Reino de Vasta.


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Sophytia



Feminino Número de Mensagens : 8
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qui 6 Ago - 13:03

Já era fim de tarde quando Sophytia entra na Taberna, alguns poucos homens bebiam e conversavam nas mesas, tudo sempre calmo como havia sido em todos aqueles anos, vez ou outra surgia alguma briga, mas sempre acabavam tão rápido como havia começado. O refúgio trazia segurança, mas também trazia o tédio dos dias calmos como tinham que ser.

Sophytia vê a dona da Taberna e com um sorriso a cumprimenta enquanto segue até ela no balcão e senta-se colocando ao lado a longa espada, ela nunca andava desarmada, apesar de ultimamente só usar a espada para matar suas caças.

- Olá Cassandra, como está o movimento ?

Pergunta soltando uma risadinha sarcástica olhando os poucos clientes bebendo.
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Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Re: Salão   Sex 7 Ago - 8:26

Cassandra passava vagarosamente um pano no balcão enquanto lia alguns pergaminhos em
um canto quando vê Sophytia entrar na Taberna. Cassandra se lembrava da mulher quando
ainda era criança, correndo com outras garotinhas com os cabelos presos em fitas e um sorriso
no rosto. Mas isso fora antes da guerra, e qualquer lembrança de felicidade agora parecia
muito distante.

- Oi menina, pois é... o movimento esta como sempre ... esperando um milagre dos Deuses,
mas como bem sabemos, eles já não se importam com os mortais... hahhaha

Aquela era uma piada interna dos habitantes do pequeno Vilarejo, desde de a guerra quase
ninguém mais orava pelos Deuses, sentiam-se abandonados a própria sorte e a presença
divina que era tão constante já não fazia falta para os refugiados. Cassandra coloca uma
caneca de cerveja na frente da mulher e com um olhar desaprovador completa:

- Pode ir tirando essa coisa daí mocinha, sabe que aqui não gosto de armas expostas.
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Master.Lonng



Masculino Número de Mensagens : 8
Idade : 30
Localização : Rio de Janeiro
Data de inscrição : 02/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Ter 11 Ago - 10:56

A escuridão e o frio da noite contrasta com o aconchegante ambiente da taverna, devidamente aquecida por suas lareiras. E apesar do ambiente bem iluminado, suas janelas mostram a escuridão e vazio ao seu redor. São poucas as luzes que alimentam as vielas por perto, talvez resquícios da guerra, talvez apenas desinteresse em ver o que há lá fora.

Então, o vento silva, e rompe as janelas abertas. Silenciosamente uma sombria e esguia figura parece na janelas mais próxima ao balcão. Era, muito ágil e misterioso e o ambiente iluminado, fazia com que o escuro da noite se misturasse com sua silhueta, quase deixando-a imperceptível. Ela, então de cócoras, senta-se ao batente.

O Frio do lado de fora era desconfortante, e fazia com que algumas velas se apagassem e que arrepios na espinha fossem sentidos. Mas logo o calor da lareira expantou novamente o frio vento. Um sorriso debochado brilhava tal qual suas láminas na cintura. Seu silêncio é rompido pelo som de sua voz abafada por suas vestes.

- Boa noite Cassy. - disse ele - Já algum tempo não nos vemos ...

A sombra agora toma forma, e enquanto aguarda ouvir mais uma vez a voz de sua velha conhecida, pega uma caneca de cerveja da bandeja de uma das atendentes que mal nota devido a sagacidade do jovem.
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Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Re: Salão   Ter 11 Ago - 11:07

Cassy ... fazia tempo que Cassandra não ouvia aquele apelido, ela olha para a estranha silhueta e tenta
enxergar algo além de sombras, porém nada consegue destinguir.

Mas aquela voz ... aquela voz lhe era familiar.

- Aproxime-se meu jovem, vejo que nos conhecemos mas não consigo me recordar de ti, quem sabe
a luz das velas seja mais fácil...


A voz era simpática, mas a mulher sentia um leve palpitar acelerado em seu coração.
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Sophytia



Feminino Número de Mensagens : 8
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Ter 11 Ago - 11:23

Sophytia revira os olhos enquanto guarda a espada, mas um sorriso afetuoso lhe escapa,
ela realmente gostava daquela mulher.

Mal Sophytia tinha pego a caneca um vento frio sibilou pelas janelas da Taberna, a porta então
se abriu e logo em seguida fechou, porém Sophytia não viu ninguém entrar. Ventos fortes não
eram incomuns no vilarejo, afinal o lugar frio era protegido pela montanha do Norte, onde os
ventos gelados reinavam. Mas Sophytia ficou com uma sensação estranha.

- Que temos para comer hoje Cassandra, a caçada da semana foi boa então me traga algo saboroso.

Antes que a mulher se virasse para a cozinha uma voz estranha soou no salão. Cassy... ninguém
a chamava assim ... ela olha para a silhueta escura que chamou por sua velha amiga, e vê apenas
o brilho de um sorriso enigmático.
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Master.Lonng



Masculino Número de Mensagens : 8
Idade : 30
Localização : Rio de Janeiro
Data de inscrição : 02/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qui 13 Ago - 0:33

Logo que lhe é solicitado, desce do apoio da janela, enquanto toma mais um gole da cerveja.
A figura misteriosa, revela então ser de um jovem com cabelos vivo-rubros, que ao tirar o capús e os panos que cobriam seu rosto, mostra uma jovem figura com um sorriso bem largo.

- Ainda consigo tirar um arrepio ou outro por esses lados. Pelo visto não perdi o jeito ainda.

O jovem por muitas vezes vinha à taverna para negociar mercadorias, na maior parte das vezes produto de caça, ou quaisquer coisa que Cassandra solicitasse. Claro que, os pagamentos são negociados e Gildhart sempre fora bem razoável quanto a isso. Mas a ultima vez que encontraram-se não podia se contar em luas, muitos invernos já haviam passado, porém ele mudara muito pouco desde então.

Ele então busca do lado de fora da janela por um grande pacote de encomenda. - Vamos ver o que tem aqui pra vocês ... Coelhos... dão um excelente ensopado, pode fazer fritinho ... Algumas peles ... o que mais tem aqui ... madeira pra lenha e ... um presentinho meu. - Ele coloca a encomenda próxima ao balcão junto a caneca já vazia de cerveja. Ele é deveras espaçoso, como se sentisse em casa, mas tentava ser sempre simpatico com os demais clientes, inclusive a guerreira que falava com Cassandra.

- Perdão, não queria atrapalhar a conversa. É que fico saudoso de passar por esses lados ... Ultimamente a cidade está mais movimentada do que de costume, não? - Perugnta ele com uam voz adocicada enquanto abre uma pequena sacola veludo verde a sua cintura. - Fiz com um cristal muito bonito. - Diz a Cassandra enquanto entrega o presente.

Era um pingente feito com um cristal púrpura translúcido rudemente lapidado, um emaranhado de metal segurava o cristal fazendo um desenho e em seu centro um pequeno ruby.


- Acho que, pelo menos essa promessa eu posso cumprir. Seu presente. - Ele extende a mão com o pingente - E prometo que esse é legítimo! - Ele sorri, e seus olhos parecem perder-se no passado por um tempo por um longo minuto mas logo volta a si e continua - E então ... podemos continuar com os negócios assim que tiver um tempo?
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Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Re: Salão   Qui 13 Ago - 9:45

Assim que aquela estranha silhueta se aproxima, Cassandra o  reconhece, um sorriso enorme se
espalha no rosto da mulher.

- Gild meu querido, finalmente achou o caminho de volta.. ?

Ela então se aproxima do homem  com muita simpatia, os tempos foram favoráveis para ele, já
Cassandra não sentia-se tão jovem assim.

“- Vamos ver o que tem aqui pra vocês ... Coelhos... dão um excelente ensopado,
pode fazer fritinho ..."


- Vamos meu querido sei que tens mais ai para mim... estou bem de caça.. o que
mais podes me oferecer.


“Algumas peles ... o que mais tem aqui ... madeira pra lenha e ... um presentinho meu.”

Cassandra se animava nitidamente enquanto avaliava as peles que o homem trazia, mas ao avistar
o cristal perde completamente o foco nas peles.

- Nossa... que peça magnífica, creio que não uso uma joia assim a mais de 20 anos.

A mulher pega o pingente e o encaixa no pescoço animada como a muito tempo não se sentia,
ajeitando a bela jóia nos fartos seios ela sorri para o homem .

- Obrigada Gild, realmente é muito lindo.. Fique até o fim da noite e tratamos dos nossos negócios.

Enquanto o convidava ela já enchia novamente a caneca com cerveja e deixava no balcão.

- Hey Cassandra.. que tal um vinhozinho aqui.?? – gritou um homem sorrindo da mesa do fundo...

Ela ajeitou na bandeija alguns copos de vinho e feliz com seu presente saiu para servir o homem.

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Artorius



Masculino Número de Mensagens : 14
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qui 13 Ago - 11:29

A porta de entrada da taverna abre-se devagar fazendo as chamas da lareira vibrarem com o vento frio que insistia em apaga-la. Passos fortes, postura ereta e olhos firmes foi a primeira visão que todos tiveram do homem que acabara de entrar. Mesmo com tal atitude intimidadora e um pouco selvagem sua aparência era simplesmente bela.
Cabelos loiros e compridos trançados em dois ou três cachos finos suavizando seus fios dourados. Barba perfeita e adornadas em duas tranças com pedras vermelhas e chamativas em cada ponta. Sua vestimenta o tornava ainda mais atraente, apenas uma calça bem trabalhada de algodão repleta de detalhes azuis e dourado traduzia o feitiço dos adornos da parte superior do corpo daquele homem. Braceletes de ouro contornava seus braços fortes e pescoço. Sua pele era dourada e sem manchas como a suavidade das pétalas. Anéis refletia o belo azul em seus dedos das preciosas pedras que combinavam com seus olhos. Uma fina, delicada e requintada tiara atraia os olhares para a face ainda mais atraente e bela.

Artorius era sem dúvida uma figura máscula, mas com todas as qualidades perfeitas e precisas de um homem atraente e sedutor, mesmo com sua postura intolerante. Seus olhos percorrem todo o salão, primeiro crava na mulher mais madura que aparentemente demonstrava ser a líder daquele local, em seguida seus olhos direcionam para a mulher ao seu lado. Bonita, suas formas lembravam muito suas colegas de batalhas, mas esta era impura e indigna, mesmo assim magnifica. O homem ao lado pouco chamara sua atenção, na verdade sua memória nem ao menos acompanhou o olhar para determinar que mais alguém estava ali, simplesmente não representava interesse algum.

Artorius se apegou muito as crenças das amazonas em relação aos homens e parece que a desenvolveu ainda mais aversão aquelas figuras sem beleza alguma a ser transmitida. Mesmo assim manteve-se imparcial e sentará na mesa mais afastada do centro, mas que tivesse a visão privilegiada de todo o local. E continuava com seus olhos firmes nas duas mulheres. As vezes parecia que aquele homem belo e atraente as galanteava e as vezes apenas que analisava seus movimentos ou simplesmente tentava decifrar suas ações futuras. Era estranhamente atraente, desafiador e curioso.
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Dandara



Feminino Número de Mensagens : 12
Data de inscrição : 04/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Sex 14 Ago - 11:23

Logo atrás de Arthorius entra Dandara, não conhecia a cultura local, então ainda vestia sua armadura de amazona,
cabelos castanhos soltos com duas tranças arrematadas com um pequeno anel de ouro,
seu corpo bem trabalhado pelo treinamento e a beleza que sua linhagem e idade proporcionavam..
Mantinha uma postura, como a de seu companheiro, era ereta e firme, mas seus passos eram envolventes e sedutores.

A curiosidade pelo novo a atiçava mais do que a cultura que aprendeu com as amazonas,
localizou as possíveis lideres do local, viu alguns seres grotescos que Arthorius lhe falou e que
as amazonas sempre fizeram questão de evidenciar, mas alguns eram até um pouco atraentes.

Seguiu e se sentou ao lado de Arthorius, o local era barulhento e o cheiro não a agradava muito,
apenas observava cada um que estava ali.
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Master.Lonng



Masculino Número de Mensagens : 8
Idade : 30
Localização : Rio de Janeiro
Data de inscrição : 02/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Sex 14 Ago - 12:35

- Hahahahahaha - Ria ele - Sim! Voltei. Mas como de costume, é certo que fique por um tempo e depois suma, ou não ... depende de como as coisas se desenrrolem ... Sabe como é andei... erm  ... - ele diminui a voz e fala baixo para Cassandra ouvir - Em apuros ... Mas nada que eu não pudesse lidar.

Ele sabia que Cassandra o entenderia, sempre que tinha um tempo contava-lhe suas histórias, que algumas vezes eram com precisão cirúrgica, e outras um tanto exageradas. Mas a taverna lhe trazia um aconchego de poder estar entre amigos, e ter os inimigos por perto também.

Ele então acena com a cabeça concordando em ficar até o final da noite.
- Claro!, como poderia eu recus ... - Ele então é interrompido por um casal forasteiro

Seus olhos rapidamente fitaram-os como uma lâmina cortando o vento. Ele pensa então consigo - Interessante ...  - Eram realmente figuras imponentes. Gildhart então já com sua caneca em mãos, com seu cotovelo chama atenção da bela guerreira a seu lado. - Gildhart, prazer. Conhece esses caras? - indica com um balançar de cabeça enquanto vira-se novamente para o balcão e toma mais um gole de seua bebida.
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Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Re: Salão   Sex 14 Ago - 16:08

Cassandra vê os novos clientes entrar na Taberna, já era noite e o vento lá fora uivava forte como
na maioria das noites no Refúgio.

Ela observa o homem e dá um longo sorriso, era bom ter uma boa visão assim as vezes, mas ao
olhar a mulher que o acompanhava ela fica meio envergonhada ao se pegar comparando-se com
a jovem estranha.

“O que está pensando Cassandra, você esta com quase 45 e essa jovem não deve passar de 20
anos”
pensou ela sorrindo.... mas era impossível não pensar assim.

Ela termina de servir seus habituais clientes e chama a única servente que tinha na taberna além
dela.

- Kiara... Por favor vá até o balcão e sirva coelhos a Sophytia, e veja se Gild, aquele rapaz que a
acompanha deseja comer algo.


Assim que a menina sai, Cassandra segue em direção aos forasteiros, com um sorriso acolhedor
no rosto, mas um olhar atento para cada gesto das duas figuras.

- Boa noite, bem vindos a Taberna Escudo de Carvalho, desejam beber ou comer algo...?
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Sophytia



Feminino Número de Mensagens : 8
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Sex 14 Ago - 16:14

Sophytia estava apoiada no balcão bebendo um gole de cerveja enquanto sorria com a felicidade
de Cassandra com o presente. Porém ela nada comentou, apenas viu a proximidade de sua amiga
com o estranho homem.

Assim que Cassandra foi servir uma mesa, um casal entra na Taberna, claramente forasteiros.
Sophytia os avalia e coloca a mão direita instintivamente em sua espada, ela não gostava de
estranhos, e aqueles eram estranhos de outras terras. Poderiam ser batedores dos exércitos da
Deusa Negra se é que ainda existiam, ou humanos a serviço dos Orcs. Sophytia estava à muito
tempo concentrada no Refúgio e não sabia ao certo como estava a guerra fora da proteção da
montanha, nem mesmo se ainda existia uma guerra.

“- Gildhart, prazer. Conhece esses caras?”

Com uma cutucada o homem tira a concentração de Sophytia, ela tira a mão da espada com o
suste e sorri de forma descontraída.

- Nunca os vi por aqui.. Prazer, Sophytia.

Bebe outro gole da caneca e apoiada no balcão lance um olhar de esguio entre seus rebeldes
cabelos negro para o homem que sentara ao fundo.
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Artorius



Masculino Número de Mensagens : 14
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qua 19 Ago - 13:48

A expectativa era a mesma que imaginara, estranheza e cautela. Dandara de fato parecia estar um pouco mais confortável, mesmo assim continuava firme como uma amazona. Como já era de se esperar os olhos caíram sobre os visitantes. A primeira impressão que se passava na mente de Artorius era que qualquer forasteiro não era bem vindo, o que o fazia lembrar das amazonas. Mesmo assim a indiferença não resultava em uma batalha imediata como acontecia em suas terras.

A mulher mais madura segue em direção a mesa, mas quem de fato chamara sua atenção era a guerreira que se encontrava no balcão central. Sua mão foi ao encontro da espada e isto foi de fato interessante. Felizmente um instinto guerreiro. Seus olhos estavam cravados em suas mãos e no ponho da espada até que seus olhos se cruzam e colidem por alguns longos segundos e um sorriso atraente surge em seus lábios. Mas a voz da taverneira tira sua atenção.

Rápido e simples Artorius responde a anfitriã desviando lentamente seu olhar para a mesma e deixando um rastro que a comunicação visual com a guerreira não tinha sido finalizada.

-Sim. Coelho.

Foram as únicas palavras de Artorius, para logo em seguida aproximar seus lábios ao ouvido de Dandara e pronunciar algo inaudível para todos que se encontrava no recinto. Mas Sophytia percebe que o mesmo ainda a analisava com seus belos olhos azuis.

OFF:
MP para Dandara.
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Dandara



Feminino Número de Mensagens : 12
Data de inscrição : 04/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qua 19 Ago - 14:12

Quando a mulher vem na direção deles, Dandara sabia que os instintos aflorariam,
vê Arthorius colocando a mão na espada, singelamente coloca sua mão sobre a dele,
depois que Arthorius pede o coelho, Dandara se adianta antes que a mulher saia de sua mesa.

- Um pouco de água e mais alguma coisa para beber também.

Depois de fazer seu pedido ouve as palavras em seu ouvido e da um leve sorriso interessada,
volta seu olhar para a guerreira que seu amigo observa, e depois continuar
passa o olhar pelos outros se demorando um pouco no rapaz que
acompanhava a guerreira atrás do balção.
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Maedhros



Masculino Número de Mensagens : 6
Data de inscrição : 04/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qui 20 Ago - 7:11

As luzes e o som que vinham de dentro da pequena construção eram familiares e aconchegantes: tabernas eram tabernas em qualquer canto do mundo, sendo seus cheiros, sons e luzes bastante conhecidos e familiares para o elfo. Com o alaúde ao ombro e acompanhado pelo jovem que acabara de conhecer, de nome Tatsu, Maedhros aproximava-se da porta, mas, antes de adentrar o recinto, parou alguns instantes para ouvir e observar.

Percebeu que, embora o movimento não fosse absurdo, havia já várias pessoas ali dentro. Talvez apreciassem um pouco de música, algumas canções. Contudo, sentia curiosidade por todos. Havia algo de invulgar naquelas pessoas, sem dúvida. Talvez por serem moradores de uma região que, dizia-se, estava condenada e destruída pela guerra, uma guerra da qual Maedhros apenas ouvira falar. A aparência, os modos, as falas e os gestos dos presentes, tudo era invulgar, diferente. Sentia estar prestes a entrar na presença de pessoas com histórias interessantes, motivações inquietantes e futuros empolgantes. Será? Apenas o contato e o tempo seriam capazes de dizê-lo.

Adentrou então a taberna, abrindo silenciosamente as portas, tentando não chamar de imediato a atenção para sua pessoa, aparentemente tão diferente dos demais. Contudo, sentiu prazer na quentura do local, no cheiro de comida boa e na perspectiva de provar um copo de bom vinho. Sentou-se, portanto, numa mesa não tão distante do centro onde havia maior movimento, mas distante o suficiente para que não parecesse invasivo.

Viu então a moça que a todos atendia, de nome Cassandra. Acompanhou-a com os olhos, na perspectiva de ser notado para fazer seu pedido. Enquanto não era atendido, permaneceu quieto observando os demais, com vívido interesse.
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Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Re: Salão   Qui 20 Ago - 12:52

Sophytia & Gildhart

Kiara entra na pequena cozinha situada atrás do balcão de bebidas e volta com uma pequena
bandeja com pedaços de carne assada e batatas, que coloca diante Sophytia com um sorriso
singelo.

- Aqui esta senhorita, deseja algo mais ? - Pergunta enquanto enche novamente a caneca da guerreira.

- E o senhor deseja comer algo?

Artorius & Dandara

Cassandra acena de leve com a cabeça para o estranho casal e se vira para seguir até cozinha,
alguns minutos depois sai com uma grande bandeja com um prato largo ao meio, pedaços de
coelhos e batatas soltavam um delicioso aroma, enquanto algumas ervas picadas davam um
colorido a deliciosa iguaria. Ao lado do prato um grande jarro de cerâmica e dois copos largos.

Ela retorna para frente do casal e coloca sobre a mesa os pratos e copos, com habilidade destampa
a jarra e serve meio copo de vinha para cada, em seguida coloca a jarra na mesa.

- Caso desejem algo mais basta chamar por mim, Cassandra. Kiara logo trará seu jarro de água.

Maedhros & Tatsu

A noite era agradável, porém ventava muito no lado externo da taberna, ao adentrar o lugar o
calor aconchegante abraça os visitantes. O cheiro de assado dominava o ambiente e o burburinho
baixo de diversas conversas enchia o ar de pequenas alegrias, ao canto um velho bardo tocava
uma melodia baixa porém alegre em troca de alguns copos de cerveja.

Ao todo o ambiente era agradavelmente calmo para uma taberna, espaçoso e aconchegante uma
combinação quase que impossível.

Os visitantes sentam-se e observam o lugar, uma mulher alta que estava em uma outra mesa os
avista. Com um sorriso ela termina de atender o casal com quem falava e segue para a mesa dos
visitantes.

- Boa noite, sejam bem vindos a Taberna Escudo de Carvalho. Desejam comer ou beber algo,
quem sabe um vinho para afugentar o frio ?


O sorriso da mulher era bonito porém cansado, ela tinha uma pele clara e logos cabelos vermelhos
que combinavam com seu vestido carmim, apesar dos sinais do tempo em seu rosto maduro era
muito bonita, e ostentava um olhar cansado e verdadeiro.

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Artorius



Masculino Número de Mensagens : 14
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Ter 25 Ago - 15:22

Quando o alimento e a bebida chega, Artorius servi Dandara com o vinho que continha na jarra e em seguida preenche também o seu copo. Com a faca rasga o coelho em pedaços pequenos e em seguida se livra da ferramenta. Seus costumes era um pouco mais rudimentar e não exigia tanta etiqueta, com a própria mão pega um pedaço fatiado e o direciona a sua boca.

-Humm... O coelho está perfeito.

   Fala enquanto chupava 3 de seus dedos para não perder nenhuma parte do coelho e logo em seguida pega mais uma fatia e direciona para a boca de Dandara de uma forma não muito educada, mas cavalheira ao seu modo.

-O que acha desta gente? Eles ainda parecem preocupados com a guerra... Mas o que importa!! Esta guerra não é nossa.

   Sorria enquanto mastigava e voltava a direcionar seus olhos a mulher que permanecia no balcão.
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Sophytia



Feminino Número de Mensagens : 8
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Ter 25 Ago - 16:17

Sophytia recebe o prato das mãos de Kyara e agradece com um leve sorriso, seus olhos voltam a
encontrar o estranho guerreiro que estava ao fundo do salão. Ele foca nos olhos grandes e azuis
do guerreiro, e desvia o olhar. Com a colher de madeira trabalhada ela pega um pedaço de batata e saboreia.

- Huum Kyara está maravilhoso, creio que um pouco de vinho vai dar ainda mais sabor...
por favor me traga um cálice.... E você Gildhart... não irá comer nada.. ?


Pergunta olhando de relance para o homem ao seu lado.

A porta então se abre, e mais dois homens entram na Taberna, um deles Sophytia já tinha visto
uma ou duas vezes andando por aí, ela tinha quase certeza de que ele morava por perto. O outro
ela não reconheceu, e apesar da feição serena e do instrumento ao ombro ela ficou atenta a eles.

De relance seus olhos voltam a fitar o estranho casal ao fundo, ele a alimentava, parecia haver
carinho entre eles, mas ainda assim eram estranhos, e ela ficaria de olho.

Seus olhos então se cruzam, Sophytia ergue sua caneca em brinde e sorri para o guerreiro.

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Maedhros



Masculino Número de Mensagens : 6
Data de inscrição : 04/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qua 26 Ago - 7:58

O elfo percebe alguns olhares convergindo em sua direção. Sente-se ligeiramente desconfortável com isso, percebendo, enfim, que apesar de suas intenções amigáveis, aquele era um ambiente em que ele seria considerado forasteiro e, como era bem sabido, forasteiros eram sempre vistos com desconfiança em qualquer lugar do mundo. A Maedhros parecia que aquelas pessoas ali reunidas já tinham, entre si, alguma afinidade. Ele, porém, era completamente estranho, inclusive ao jovem que o acompanhava.

Contudo, não se fez de rogado quando a atendente do estabelecimento lhe abordou:

- Boa noite, sejam bem vindos a Taberna Escudo de Carvalho. Desejam comer ou beber algo, quem sabe um vinho para afugentar o frio ? escreveu:

- Longos dias e belas noites, senhora! Eu aceito! Gostaria de um pouco de vinho e, quem sabe, um bom cozido. Não suporto mais minha própria culinária!

Sua voz era trivial e seus olhos não demonstravam, mas Maedhros continuava atento a cada pequeno movimento dos ocupantes da taberna. Seus dedos ansiavam pelo alaúde tanto quanto seu estômago ansiava pelo cozido.
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Master.Lonng



Masculino Número de Mensagens : 8
Idade : 30
Localização : Rio de Janeiro
Data de inscrição : 02/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qua 26 Ago - 8:48

Guildhart parecia por vez absorto em seus pensamentos. Ele fazia questão de postar-se contra as vistas dos demais na taverna e dificilmente mostrar inteiramente seu rosto. Ele então distrai-se de seus pensamentos quando Kiara e Sothytia o questionavam sobre sua fome.
- Sim! Por favor, algo bem temperado, nada muito grande. E por gentileza mais uma caneca de vinho. - Enquanto pede, coloca va mão sobre a mão da jovem atendente e discretamente deslisa uma pequena bolsa de pano e então sussura. - Até o final da noite, se possível - Ele sorri com o canto da boca - consiga-me alguns nomes interessantes... - Seu sussurrar era quase inaudível, como se a voz não saisse de sua boca.

Ele então espera que cheguem com seu vinho. E levantá-o para sua recém conhecida amiga. - Saúde! A que devemos brindar? Ao canto sereno? Ao vinho? Às novidades por vir?

Enquanto isso algumas outras pessoas que a seus olhos não eram familiar chegam, muito discretos, mas notáveis. Um deles com certeza absoluta vinha de muito longe, e o outro parecia já ter viajado tanto quanto seus anos de vida - não que aparentasse ser velho, pelo contrário, porém, algo nele transmitia experiência. Ele saca uma de suas adagas menores do forro de suas vestes - fazia questão de ser tão natural quanto possivel, sem movimentos bruscos ou segundas intenções - e por um breve momento, observa pelo reflexo - de uma lâmina perfeitamente polida - o ambiente a sua volta, disfarçadamente, como se apenas etivesse usando-a para limpar alguma coisa em seus dentes. Limpa a adaga em suas vestes, e assim como apareceu em suas mãos desaparece novamente em seu emaranhado de tecidos.

Postando-se novamente de costas para o balcão, com sua caneca em mãos, ele apoia os cotovelos sobre a madeira e observa Cassandra e Kiara atendendo os demais na taverna - faz questão de dar uma boa olhada no salão inteiro. Ele então, acena para o bardo bêbado que entoava uma música alegre - mas não tanto - num canto, e jogando para ele uma moeda diz - Toque algo mais animado! Temos visitas, hoje deveria ser um dia festivo! - Diz quase cantarolando. - e logo inclina sua cabeça cumprimentando os demais na taverna acenando enquanto erguia sua caneca de vinho.

Quase que instintivamente, pegava a mão de Sophytia - a que estava sobre sua espada - e a levanta por um breve instante - Já sei o que brindar! A Música! A Dança, e a melhor taverna dessa região! Saúde!

Como que num salto, e posta-se frente a Sophytia, faz-lhe uma cortesia - Com a sua licença. - E dançando ao som da nova balada, vai até algumas mesas animando as pessoas dalí - São poucas coisas que podemor realmente comemorar, vamos comemorá-las todas hoje! Vamos, dancem! Ele então aproxima-se de Cassandra, a ajuda a distribuir seus pedidos, e a puxa para dançar rodopiando-a uma vez pelo centro do salão, e com passos saltados, faz o mesmo com Kiara. Depois um ou dois outros clientes dalí. E ao caminhar dançante pelo salão, vê que um dos recém chegados, também tinha um instrumento musical, ou pelo menos era o que parecia.

- O que melhor que um bardo em uma festa? Dois, claro! - Era deveras espalhafatoso, mas ao cruzar olhares com o elfo forasteiro, seu cenho franziu e seu olhar o focou aguçado - Talvez fosse ele o dono da melodia que arrastava-se bela, proximo à floresta, esses ultimos dias - entretanto um sorriso tomou-lhe o rosto quebrando-o em cortesia e sugeriu que ele acompanhasse a música do ambiente.
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Dandara



Feminino Número de Mensagens : 12
Data de inscrição : 04/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qua 26 Ago - 10:19

Artorius escreveu:

logo em seguida pega mais uma fatia e direciona para a boca de Dandara de uma forma não muito educada, mas cavalheira ao seu modo.

-O que acha desta gente? Eles ainda parecem preocupados com a guerra... Mas o que importa!! Esta guerra não é nossa.

   Sorria enquanto mastigava e voltava a direcionar seus olhos a mulher que permanecia no balcão.

Dandara agradece quando é servida,  toma um gole do vinho e logo Arthorius lhe da na boca
um pedaço do coelho, ela , quase sem querer, passa a língua devagar pelos dedos de seu companheiro, ao pegar o coelho.

- Realmente está uma delícia - Ela pega um pedaço e retribui o gesto entregando o coelho na boca do guerreiro,
enquanto chega mais perto e se encosta em seu ombro.

- Esta guerra realmente não é nossa, mas temos que saber o que acontece por aqui, além do mais,
não estamos mais sobre a proteção das amazonas, agora cuidamos um do outro.
- e toma um pouco da água, observando a bagunça
que começava no lugar.
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Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Re: Salão   Qua 26 Ago - 12:32

Kiara servia vinho a Sophytia quando Cassandra lhe pede um pouco de vinho e uma porção do
cozido, ela então sai de traz do balcão para levar o pedido até a mesa dos novos clientes.

Assim que coloca o prato na mesa com um sorriso singelo, ela escuta o homem que fazia
companhia a Sophytia falar com o velho bardo que tocava.



O som então se eleva e uma música animada começa a encher o lugar de alegria, alguns clientes
sorriem com o estranho homem, outros ficam espantados com a animação.

Kiara animada começou a bater palminhas ao lado de Cassandra, que sorria olhando o velho
amigo.

Ele então começa a dançar e vem em direção as duas, pega os pedidos das mãos de Cassandra e
os coloca em algumas mesas quaisquer sem nem saber se estavam corretos, segura sua velha
amiga pelas mãos e rodopia pelo salão. Kiara se divertia claramente, leves gargalhadas
escapavam de sua garganta. Quando ele vem em sua direção ela deixa a bandeja de lado a
segura firme nos ombros do rapa, rodopiando alegremente.
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Sophytia



Feminino Número de Mensagens : 8
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qui 27 Ago - 10:37

Citação :
“- Saúde! A que devemos brindar? Ao canto sereno? Ao vinho? Às novidades por vir?”

Sophytia sorri e levanta seu copo ...

- Brindemos a novas aventuras meu caro..!!

Com um grande gole de vinho ela engole os últimos pedaços do coelho, e satisfeita sorri olhando
os novos rostos na Taberna.

Citação :
“- Já sei o que brindar! A Música! A Dança, e a melhor taverna dessa região! Saúde!”

Gildhart pega sua mão e com uma cortesia cavalheiresca – que faz Sophytia sorrir- sai rodopiando
pelo salão, a mulher nunca vira tanta alegria em um homem só após a guerra.

A música animada começa a soar pelo salão e memórias da roda de dança que o povo de Vasta
fazia a noite, surge na mente da guerreira, ela ainda era pequena na ocasião, mas lembrava-se
bem de como aquelas noites e o calor da fogueira agradavam a todos.

Sophytia então grita em meio a música..

- CASSANDRA, VINHO PARA TODOS !!!

O Bardo então se anima e começa a tocar mais alto.

Sophytia acena chamando por Kiara, segue até o balcão e começa a servir muitas canecas, depois
pega algumas e leva até as mesas onde alguns clientes já batiam palmas animados com a música.

Duas ou três pessoas já dançavam no meio do salão e Sophytia quase esbarrou neles quando
levava vinho ao casal forasteiro que observava a todo o movimento de uma mesa afastada:

- Então meus caros, que tal um pouco mais de vinho.. ?

Pergunta olhando diretamente nos grandes olhos azuis do estranho homem.
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Artorius



Masculino Número de Mensagens : 14
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Sex 28 Ago - 11:05

Artorius recebe a mesma gentileza de Dandara ao retribuir o coelho, realmente está ao seu lado era algo divinamente agradável. A música começa a soar mais alto e com ela a preocupação daquelas pessoas que ali estavam se dissipam. Mais pessoas adentravam a taverna ao perceberem o som da música e as gargalhadas das pessoas. Aquilo de fato estava ficando desconfortante.


Dandara escreveu:
- Esta guerra realmente não é nossa, mas temos que saber o que acontece por aqui, além do mais,
não estamos mais sobre a proteção das amazonas, agora cuidamos um do outro.

   As palavras de sua amiga faziam sentido e com certeza era o que ambos deveriam fazer. Mas tudo aquilo ia contra seus preceitos, aquele ambiente onde os impuros se misturavam era exatamente o centro da impurezas ditas pelas amazonas.

-Parece que estamos perdidos entre os demônios e cegos sem sabermos tomarmos uma direção para escaparmos.

   Artorius levanta-se, ia deixar aquele lugar onde homens e mulheres compartilhavam o mesmo ambiente e se socializavam com o modo ao qual já estavam acostumados. E esta situação era estranha demais para seus costumes.


Sophytia escreveu:
- Então meus caros, que tal um pouco mais de vinho.. ?

   Alguém chega próximo o que faz a mão do guerreiro rapidamente ir de encontro ao punho de sua espada, felizmente seus movimentos não foram bruscos e quem estava bem adiante era aquela mulher, a guerreira que o mesmo observará em meio aquele lugar. A única até o momento ao qual chamará sua atenção. Instintivamente seu mão foi de encontro ao seu copo, o mesmo ainda continha vinho, talvez estive-se um pouco menos que a metade.

-Não... Obrigado. Não nos mistur...

   Por um momento quase se arrependerá de terminar sua frase o que fez seus olhos fixarem ainda mais nos da mulher. O copo vai em direção a sua boca e o mesmo bebi o que sobrará do vinho em um único gole, em seguida deixara duas moedas de ouro sobre a mesa para o pagamento a taverneira.

-Boa noite.

   Fala enquanto ainda a encarava se dirigindo até a porta, mas não antes de passar bem ao seu lado ao ponto de seus ombros e braços se tocarem. Seu cheiro era de longe muito mais agradável que a grande maioria dos homens, na verdade talvez já sentira aquele aroma sedutor se um dia em seu caminho já tenha se cruzado com alguma amazona, pois seria impossível de esquecer aquele cheiro.

-Posso?

   Artorious estava bem ao seu lado, seus olhos ainda estavam direcionados para sua face, dava para perceber mesmo sem encara-lo de fato. E mesmo sem sua permissão corta um pedaço estreito e pequeno de couro de sua vestimenta, mas que ainda era possível fazer um laço.

-Apenas para dar sorte.

   Era estranho, pois mesmo assim seus movimentos não eram maliciosos e sua índole não demonstrava respeito, mas também não a desmerecia e sua arrogância não era ameaçadora ou grotesca, mas sim o denominava como único. Por fim o guerreiro cruza a porta de saída da taverna desviando seu caminho para não tocar em nenhum dos homens que ali se encontravam e cultivando os olhares das mulheres que o cultivavam.
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Tatsu



Masculino Número de Mensagens : 8
Data de inscrição : 03/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Sab 29 Ago - 12:56

Tatsu senta-se no canto, seu local de costume. Ele já havia ido a taverna algumas vezes, porém ninguém ali sabia seu nome, pois o mesmo nunca o havia dito ou tido interesse de dizer.
Quando a atendente se dirige a ele, o mesmo espera o jovem que o acompanhava terminar seu pedido e diz o seu:
-Apenas um pouco de cozido...e uma tigela de leite para meu amiguinho aqui. - Diz apontando para a cabeça felpuda do pequeno tigre que se projetava para fora do Kimono.
Tatsu observa o local e todos que ali se encontravam. Seu rosto demonstrava desinteresse, seu olhar era frio.
Apenas observou quando um sujeito começou a chamar bastante atenção.
O sujeito convidou o elfo para tocar, depois de colocar sua tigela com leite e uma com um cozido na mesa, enquanto dançava com a atendente.
A cena era um pouco inesperada. Mas não chamou lá a atenção de Tatsu.
O pequeno tigre tomou avidamente o leite morno e já cochilava e ronronava no seu kimono, quando um homem se levantou e saiu olhando a todos com desprezo. Ele evitava tocar em qualquer homem e saiu após uma cena bastante estranha com uma guerreira do local.
Tatsu se levantou e se despediu do elfo com um "Tenho q leva-lo (o tigre) para casa...a gente se vê por ai"
Saiu pela porta discretamente e observou para que lado o homem havia saído, caminhou rápido porém suavemente na direção do mesmo, quase como se flutuasse.
Quando ficou a poucos metros do mesmo, ao alcance de ser ouvido, disse apenas um "Ei, você!" Enquanto mantinha uma das mãos sobre a espada embainhada, numa clara posição agressiva.
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Dandara



Feminino Número de Mensagens : 12
Data de inscrição : 04/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Dom 30 Ago - 11:21

Dandara termina sua agua e seu vinho enquanto observa seu companheiro com a guerreira,
depois de um pequeno gesto Arthorius sai da taberna e rapidamente é seguido por um estranho.
Se levanta e deixa mais uma moeda de ouro como cortesia e sai pela porta atrás dos dois homens e ouve o estranho chamando a atenção de Arthorius.
Ela se apressa e se aproxima pouco do estranho.

- Algum problema meu caro?

As palavras saem suavemente, mas era visivel que ela nao tinha gostado de alguem os seguindo.
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Artorius



Masculino Número de Mensagens : 14
Data de inscrição : 31/07/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Seg 31 Ago - 8:42

Artorius já estava distante da taverna, para ser mais preciso apenas cabanas isoladas estavam entre ele e sua morada, até que então um som mau formado e as palavras ásperas de como deveria ser os seres grotesco daquele mundo o interrompe. Artorius apenas parou de andar para perceber se de fato aquelas palavras eram direcionadas a ele, mas ao identificar que era de um homem qualquer seus ouvidos deixaram aquele som dissipa na imensidão e suas pernas voltou a move-se fazendo com que aquele ser estivesse sido ignorado por completo.

Era engraçado como aqueles coitados eram fracos de espíritos e mente, tudo para eles são ameaças, seja por ter sido considerado algo inferior, ou as ações do outro o incomodou, ou qualquer motivo para que uma interação seja feita de forma bruta e irracional. E Artorius não ligava para estas emoções pequenas, viril e impuras.

Mas infelizmente algo o fez parar novamente, desta vez aquela voz doce não precisou ter significado algum, Dandara também tinha saído daquele lugar e ambos tinham se deparado com aquele ser impuro. Virando-se devagar o guerreiro fixa seu olhar na amiga, não teve o trabalho de perder tempo olhando o intruso, apenas dirigiu suas palavras a mesma.

-Vamos... E deixamos a desaprovação pare este ser. Eles já estão acostumados com isto.

Vira-se novamente em direção a saída da pequena aldeia sem se importar com aquele a qual os incomodavam.
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Narrador



Masculino Número de Mensagens : 61
Data de inscrição : 28/05/2009

MensagemAssunto: Re: Salão   Ter 1 Set - 8:52

Tudo estava tranquilo e divinamente calmo, pela primeira vez após anos a aldeia promovia uma singela festa onde todos cantavam, dançavam e sorriam. O primeiro encontro repleto de alegria depois da catástrofe pós guerra e a desilusão deixada pelas trevas. Heróis surgiam aos poucos o que tornava a esperança de uma nova era ainda mais promissora, tudo estava perfeito... até aquele momento.



   A porta da taverna abre-se bruscamente com o impacto repentino de um corpo repleto de sangue que adentra desesperado. O homem empurra violentamente duas pessoas para que seus joelhos dobrassem e fossem ao encontro do piso de madeira da taverna, seguidamente suas mãos também se apoiam ao chão, suor e sangue pingavam de sua testa e ponta do nariz, o pobre homem estava muito ofegante tentando recuperar o folego que insistia em não retornar. A música para, as gargalhadas foram trocadas por um silencio perturbador lembrando o silencio da expectativa de uma invasão iminente do exército das trevas na capital do reino.

-Orcs...orcs... OS ORCS VOLTARAM!!!

   Um dos camponeses ajoelha-se diante aquele ser e ergue a face do pobre coitado segurando com ambas as mãos e pergunta com uma voz firme e temerosa:

-Onde estão os outros caçadores?? Onde está meu filho??  

   O homem não o responderá, lagrimas começam a escorrer a face acompanhada do medo, da incapacidade e da volta do terror da recente guerra. Sua cabeça baixa e seus olhos se fecham para que enfim sua mente pudesse descansar após aquele ato heroico de ter conseguido fugir para informar os refugiados sobre uma possível ameaça. Seu corpo desmorona desacordado pela fraqueza e suas feridas. Deixando apenas os olhares e a incerteza de todos naquele salão.
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Tatsu



Masculino Número de Mensagens : 8
Data de inscrição : 03/08/2015

MensagemAssunto: Re: Salão   Qua 2 Set - 20:30

Tatsu esperava alguma reação do brutamontes, porem apenas foi ignorado...se preparava para responder quando aquela voz feminina as suas costas o surpreendeu. Tatsu não estava com ressentimento, raiva ou qualquer coisa, como o brutamontes afirmava, apenas o seguiu pois não tinha mais nada o que fazer, e esperava conseguir um bom duelo para desenferrujar. Ao ver que o brutamontes apenas o ignorou e seguiu em frente com a sua companheira, seu rosto relaxou e com uma expressão vazia disse:
-Queria conversar com seu amigo esquisito porem... - para de repente e escuta o ambiente. Sem alterar a voz diz:
-A música na taverna parou.
Observa os dois esperando alguma reação.
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MensagemAssunto: Re: Salão   

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